Você sabe qual é o público dos Esports? Os Esports se tornaram uma febre mais rápido do que qualquer um poderia imaginar. Hoje, tem audiência e engajamento que permitem comparações com os esportes tradicionais.

Desde 2015 vemos um grande aumento na busca e interesse pelo nicho. E está bem longe de desacelerar. Só no Brasil temos 75,7 milhões de espectadores, segundo a pesquisa Global eSports Market Report 2018 (Estudo Global do Mercado de eSports).

Os esports começaram a chamar atenção por seu investimento baixo e bom retorno em engajamento e reconhecimento de marca. Porém, como qualquer investimento em um mercado prematuro, muitas equipes quebram e é difícil termos um retorno rápido.

Grandes marcas já viram o potencial e estão investindo muito forte no setor, direta ou indiretamente. De acordo com a previsão Game Brasil, o mercado global de games geraria receita de 152,1 bilhões em 2019.

Mas o que as grandes marcas estão vendo nos esports?

Diversas marcas já perceberam o potencial de alcance e engajamento dos esports. A Vivo, Kabum e Havan já possuem seus próprios times. Marcas como Samsung, Coca-cola, Redbull, Dell, Burger King e muitas outras investem pesadamente em patrocínio nos campeonatos.

Além da possibilidade de patrocinar e criar seu próprio time, um diferencial desse mercado é que as possibilidades de campanhas vão além dos modelos tradicionais dos esportes convencionais. Então, até as ações com menor investimento, se bem pensadas, geram um retorno satisfatório.

Um case atual é o da CBLOL, ou Campeonato Brasileiro de League of Legends, que em 2018 resultou em 102 matérias exclusivas na imprensa sobre o evento, destaque no Esporte Espetacular e Globo Esporte, sem contar com as pessoas que estavam assistindo ao vivo. A equivalência publicitária foi de US$1.509.677,44.

Quem é o público?

Os Esports estão conquistando um público cada vez mais diverso à medida que o acesso à internet de banda larga e transmissões ao vivo se expandem.

Por enquanto, no Brasil, o público que acompanha esports é masculino, de alta renda e na faixa etária de 25 a 34 anos, com poder de consumo. Um dos seus principais interesses é a área de tecnologia (Newzoo).

Os jogadores profissionais e amadores (gamers):

Um gamer é um jogador de qualquer jogo eletrónico, desde os mais simples, como xadrez online, até os competidores de jogos mundialmente conhecidos como LOL, Free Fire e Counter-Srtrike.

O que se destaca no cenário brasileiro é que, segundo o estudo da Newzoo 2018, 55% dos gamers têm entre 21 e 40 anos.

O público mainstream:

Com o aumento da exposição dos esports, apareceu um novo consumidor: os que assistem casualmente.

Esse público frequentemente ignorado são de pessoas que acompanham casualmente, porém não almeja se tornar um jogador profissional.

Em 2019, as pessoas assistiram ao todo 6,6 bilhões de horas de vídeos de Esports em todo mundo. Um crescimento de cerca de 1 bilhão de hora ao ano desde 2012 (Think with Google).

Como o público gasta muito tempo com Esports, as marcas precisam adotar um marketing voltado ao tema. Seja por meio de anúncios, patrocínios, influencers ou outros.

Diferente dos gamers, esse público é maioritariamente de jovens. 53% dos entusiastas têm entre 10 e 25 anos. E 38% são mulheres (Newzoo).

Os entusiastas:

Assim como todo esporte, os esports têm os seus fãs, os chamados entusiastas. Estes são profundamente devotos aos games.

Além disso, possuem um grande poder de compra e estão dispostos a investir nos jogos que assistem e em tecnologia no geral, assunto que se interessam.

Mais da metade deles (60%), estão dispostos a viajar para assistir jogos e conhecer os jogadores preferidos.

E, segundo a pesquisa americana do Mindshare, 43% dos entusiastas de Esports tem uma renda familiar anual de US$75 mil por ano, e, aproximadamente 1/3 possui renda de US$90 mil ou mais.

Vemos que o consumidor de Esports é, ao contrário do estereótipo de nerd adolescente que quer jogar profissionalmente, um público engajado, atento e que não necessariamente joga. São pessoas que acompanham assiduamente e tem muito poder de compra. 

Ainda acha que esse não é um público que a sua marca deveria tentar alcançar?

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